30.6.09
14.6.09
Para quem sofre de bom gosto
Existe uma série que foi pura obra de arte. Um amigo disse "é como se o Lynch tivesse tomado ritalina e focado um pouco". Até agora não encontrei frase melhor para definir Carnivàle.Fica palmo a palmo, com o perdão do santo trocadilho, com "A Sete Palmos". O encanto começa na abertura e se expande a todos e quaisquer detalhes.



Sem correr o risco de estragar qualquer uma das bombásticas surpresas que Carnivàle possa proporcionar, a história se passa nos EUA assolado pela grande depressão. De pessoas que precisam de fé, em qualquer coisa.
Uma trupe de circo, cujo símbolo é um retângulo composto por sol e lua, rasga a poeirenta america selvagem em busca de sustento. A cada parada, uma lição se aprende e pessoas novas aparecem. Como o intrigante Ben Hawkings (Nick Stahl), que é quem dá a partida nessa fantástica e inconcluída história.
Inconcluída porque a HBO cancelou no final da segunda temporada. Motivo: A difícil arte de agradar a todos. Carnivàle é para quem sofre de bom-gosto agudo.
Aqui você pode conhecer.
O oposto do sexo
Isso aconteceu faz pouco mais de um ano. Não sei até quando vou lembrar. Mas creio que ficará na cabeça um bom tempo. A mulher mais bonita que conheci foi uma atriz, num bar. Mas quando eu digo bonita, vem acompanhado de vários adjetivos. Ela também era sexy, loira e de olhos azuis. Tinha um corpo ondulado e ondulante de deixar Vinícius envergonhado por pensamentos bem impuros.
Acontece que sempre fui bobo por loiras. A full for blondes, como diz o Tarantino.
Beleza no caso dela deixava de ser subjetivo e passava a ser unânime. Ela tinha um quê da era de aquário. All shiny and new. Uma mulher que faz o mundo entender porque as comparam com carros.
Dentre todos os homens disponíveis nesse bar, ela me escolheu. E ela poderia ter escolhido qualquer homem ali e em muitos outros lugares.
"Em sua arte, escolha o imoral".
Ouvir isso, da maneira mais convidativa possível, mexe com a cabeça de um homem. Abala suas crenças. Ou seria eu que estava assumindo que era convidativa?
Só percebi que era - de fato - convidativa, porque talvez ela tenha percebido algo e noutro momento perguntou "Seduzir pessoas o tempo todo, cansa, não é".
Cedi. Calculei. Games people play realmente cansam e aí você quer pausa. Um momento de respiro. Um pouco de intimidade, café juntos, comportamentos estúpidos. Dormir pelado sem se preocupar nenhum pouco com os ângulos estranhos que o corpo de todo mundo tem. Que o seu tem.
Ou talvez tudo isso seja só acomodação. Cada um acredita no que quer.
Não aconteceria nada. Mas ela me deu o telefone para que acontecesse, outra noite.
And so we danced, and danced, and danced. All night.
Não queria respeitá-la e creio que talvez tenha desrespeitado algumas vezes. Whisky talking. Verdade universal: todo mundo gosta de ser desrespeitado de alguma maneira. Essa era a dela.
"Obrigada por me respeitar".
"Não seria diferente".
Acontece que sempre fui bobo por loiras. A full for blondes, como diz o Tarantino.
Beleza no caso dela deixava de ser subjetivo e passava a ser unânime. Ela tinha um quê da era de aquário. All shiny and new. Uma mulher que faz o mundo entender porque as comparam com carros.
Dentre todos os homens disponíveis nesse bar, ela me escolheu. E ela poderia ter escolhido qualquer homem ali e em muitos outros lugares.
"Em sua arte, escolha o imoral".
Ouvir isso, da maneira mais convidativa possível, mexe com a cabeça de um homem. Abala suas crenças. Ou seria eu que estava assumindo que era convidativa?
Só percebi que era - de fato - convidativa, porque talvez ela tenha percebido algo e noutro momento perguntou "Seduzir pessoas o tempo todo, cansa, não é".
Cedi. Calculei. Games people play realmente cansam e aí você quer pausa. Um momento de respiro. Um pouco de intimidade, café juntos, comportamentos estúpidos. Dormir pelado sem se preocupar nenhum pouco com os ângulos estranhos que o corpo de todo mundo tem. Que o seu tem.
Ou talvez tudo isso seja só acomodação. Cada um acredita no que quer.
Não aconteceria nada. Mas ela me deu o telefone para que acontecesse, outra noite.
And so we danced, and danced, and danced. All night.
Não queria respeitá-la e creio que talvez tenha desrespeitado algumas vezes. Whisky talking. Verdade universal: todo mundo gosta de ser desrespeitado de alguma maneira. Essa era a dela.
"Obrigada por me respeitar".
"Não seria diferente".
Marcadores: devaneios
10.6.09
Guarda-chuva
Existe um momento na vida de todo guri, onde ele precisa amadurecer a cabeça e se tornar um homem. Clichê, frase feita, início de parábola, mas uma inquestionável verdade. É importante fixar essas transformações e talvez até escrevê-las - como sugeriu minha psicóloga hoje pela manhã.
Tivemos aquela conversa do "você depende só de você" hoje, mas pela primeira vez quando alguém me perguntou como eu me sentia a respeito disso, eu respondi "ótimo". Pontuado com certeza e um pingo de convencimento. Não é sobre ser egoísta, nem de ser Narciso, mas de ter consciência de que posso tanto mais a hora que eu quiser. Ficar confortável comigo, prover-se da segurança que somente um Eu pode dar e querer (e não temer) aquele pedaço do mundo que lhe é destinado.
É o N.Y./S.P. way of thinking, and it fits me just fine.
Tivemos aquela conversa do "você depende só de você" hoje, mas pela primeira vez quando alguém me perguntou como eu me sentia a respeito disso, eu respondi "ótimo". Pontuado com certeza e um pingo de convencimento. Não é sobre ser egoísta, nem de ser Narciso, mas de ter consciência de que posso tanto mais a hora que eu quiser. Ficar confortável comigo, prover-se da segurança que somente um Eu pode dar e querer (e não temer) aquele pedaço do mundo que lhe é destinado.
É o N.Y./S.P. way of thinking, and it fits me just fine.
Marcadores: devaneio
3.6.09
1.6.09
29.5.09
Coraline
Coraline é uma animação stop motion a la Tim Burton baseada num conto de Neil Gaiman. É também um dos filmes mais bacaninhas do ano.Ele nos conta a história de uma menina, que entendiada com a chatice rotineira e cinza dos pais descobre uma porta mágica em sua nova casa. A porta guia para um mundo alternativo, mais colorido e divertido onde ela encontra uma réplica de sua vida, com botões ao invés de olhos.
Tudo parece mais fácil lá. Afinal era o que ela sempre quis.

Só que esse mundo é falso, uma projeção comandada pela "outra mãe" - gosh, hello my life- que é na verdade uma monstra trapaceira, que adora jogos e aprisiona a alma de crianças porque no fundo de sua solidão ela acha que precisa de alguém para amar e ser amada.
Típico universo dizendo para primeiro de tudo não querer o que queremos, mas querer antes de tudo o que temos.
Boa alternativa para passar o tempo num sabadão.
http://coraline.com/
Marcadores: cinema







